Casos graves de síndrome gripal preocupam e colocam 18 estados em alerta no Brasil

Mato Grosso e Maranhão estão entre os mais afetados; Fiocruz aponta tendência de aumento em parte do país


Por Rota Araguaia em 09/04/2026 às 17:33 hs

Casos graves de síndrome gripal preocupam e colocam 18 estados em alerta no Brasil
Reprodução

Redação

O Brasil registra um cenário preocupante em relação aos casos graves de síndromes gripais, com 18 estados e o Distrito Federal em situação de alerta, risco ou alto risco, segundo o boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entre os estados com maior preocupação estão Mato Grosso e Maranhão.

De acordo com o levantamento, ao menos 13 dessas unidades da federação apresentam tendência de crescimento nos casos nas próximas semanas. Estados como Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco, que já estão em nível de risco, também podem evoluir para um cenário mais grave.

Apesar do quadro de atenção, a tendência nacional é de estabilidade no longo prazo, com indícios de interrupção do crescimento e até queda em algumas regiões. A maioria dos casos positivos nas últimas semanas foi causada pelos vírus influenza A e rinovírus, responsáveis por mais de 70% das infecções.

A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ocorre quando quadros gripais evoluem para sintomas mais intensos, como dificuldade para respirar, exigindo hospitalização. Na maior parte dos casos, a condição é provocada por vírus respiratórios.

Entre os principais agentes causadores de SRAG, três podem ser prevenidos por vacinação disponível no Sistema Único de Saúde (SUS): influenza A, influenza B e Covid-19.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está em andamento em todo o país, com prioridade para crianças, idosos e gestantes, considerados grupos mais vulneráveis. A imunização contra a Covid-19 também segue recomendada, com esquema inicial para bebês a partir de seis meses e doses de reforço para públicos prioritários.

Dados do boletim indicam que, em 2026, já foram registrados 31.768 casos de SRAG no Brasil, dos quais cerca de 13 mil tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios. O rinovírus lidera os diagnósticos, seguido por influenza A, vírus sincicial respiratório e Covid-19.

O país também contabiliza 1.621 mortes por SRAG neste ano, sendo a Covid-19 e a influenza A as principais causas dos óbitos.

 

Especialistas reforçam que a vacinação é a principal forma de prevenção contra casos graves e mortes. Além disso, a recomendação é que pessoas com sintomas gripais evitem sair de casa e utilizem máscara, caso precisem circular, como forma de reduzir a transmissão.



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